ORIGEM DO TRATAMENTO COM CRIOLIPÓLISE – CoolSculpting


Nesse primeiro post falaremos um pouco sobre o tratamento com Criolipólise.O Brasil é o segundo País do mundo que mais faz cirurgias plásticas, perdendo apenas para os EUA. De fato, é difícil encontrar uma mulher que esteja totalmente satisfeita com seu corpo, sempre queremos melhorar alguma coisinha!

A lipodistrofia localizada, mais conhecida como gordura localizada, é um dos problemas estéticos que mais incomodam homens e mulheres vaidosos. Entre os incomodados, alguns começam a fazer academia, outros partem para cirurgias plásticas, e há ainda aqueles que procuram métodos alternativos, justamente por não obterem resultados satisfatórios apenas com dieta e exercícios e, também, por temerem procedimentos invasivos com a lipoaspiração.
Foto tratamento com criolipólise
Além de, entre outros, a lipocavitação, a aplicação de enzimas, a lipo a laser e a drenagem linfática, um método alternativo não invasivo que vem ganhando adeptos no mundo todo para perder gordura localizada é o tratamento criolipólise. E não é a toa, os resultados são ótimos!

Nesse post, vamos falar sobre o surgimento desse método que está fazendo muito sucesso entre homens e mulheres!

Surgimento do Tratamento com Criolipólise

A criolipólise é uma técnica focada em perder gordura localizada que surgiu há pouco tempo. No ano de 2008 iniciaram-se os testes e em 2010 o procedimento foi disponibilizado ao público em geral, chegando ao Brasil somente em 2012, com o III Simpósio de Cosmiatria, Laser e Outras Tecnologias.

Primeiras observações

A origem da ideia da técnica da criolipólise remonta a alguns eventos raros analisados: as denominadas paniculite do picolé e paniculite equestre. O primeiro diz respeito à condição causada pela redução do volume de gordura dos lábios em razão de contato frequente com picolés e alimentos gelados, verificado em crianças.

O segundo refere-se à diminuição da camada de gordura da região de dentro das coxas de mulheres que, vestidas com calças justas, praticavam equitação sob clima gelado. Tais eventos revelaram ser indícios de que a gordura seria mais sensível aos efeitos do frio do que a pele, e serviram de inspiração para a realização de estudos mais aprofundados sobre o fenômeno do tratamento criolipólise em si.

Primeiros teste em animais

Testes do coolsculpting em animais

Foi em 2008 que iniciaram as primeiras pesquisas conclusivas referentes à essa técnica, que partiram de dois cientistas do curso de Medicina de Harvard, uma das Universidades mais consagradas do mundo, o Ph.D Dieter Manstein e o Dr. R. Rox Anderson.

Essas primeiras análises físicas relativas ao tratamento com criolipólise foram feitas em porcos. Os professores selecionaram determinadas regiões nos bichinhos e as submeteram a baixas temperaturas por eles manipuladas, que variaram de 20 a -7 ºC, por um determinado período de tempo. Para tanto, eles aplicaram um gel (o mesmo utilizado em exames de ultrassom) sobre a epiderme dos porcos e fizeram a sucção a vácuo da região com um aparelho próprio, com vistas a tornar o fluxo de sangue reduzido e delimitar bem a área a ser tratada.

Resultado do Coolsculpting na gordura animal

Durante o procedimento da criolipólise, o colesterol, os triglicerídeos e as funções hepáticas foram examinados e seus níveis permaneceram praticamente inalterados. O volume de gordura foi avaliado através de ultrassom.

E quais foram os resultados do tratamento nos porquinhos? Bom, podemos afirmar que as paniculites do picolé e equestre receberam um novo nome: paniculite de adipócito. Isso porque os pesquisadores constataram elevada redução de gordura nas regiões resfriadas (até 50%), sem dano algum à derme e ao tecido muscular. Eles puderam concluir, através de biópsia, que houve reação inflamatória nas células de gordura, as quais foram fagocitadas pelas células do sistema imunológico e metabolizadas no fígado, processo este que se estendeu por até 90 dias. Com o sucesso deste estudo, a técnica passou a ser chamada de criólise seletiva.

Primeiro teste da técnica da criolipólise em humanos

O primeiro teste policêntrico em humanos da técnica não invasiva desse método, destinada à diminuição da gordura localizada, foi realizado em 2009 por Sydney R. Coleman, Barbara M. Egbert, Kulveen Sachdeva, Jessica Preciado e John Allison. O estudo foi feito em 10 pessoas, as quais se submeteram ao resfriamento gerado por um dispositivo criado especialmente para isso. A análise do antes e depois foi feita por meio de ultrassom em 9 dos pacientes, os quais se submeteram, também, a avaliações neurológicas e colheita de tecido para biópsia.

Passados dois meses da sessão de tratamento com criolipólise, constatou-se pela diminuição média de 20,4% de gordura localizada dos 9 pacientes analisados; sendo que esta perda de adipócitos perdurou pelo período de seis meses, ao fim do qual verificou-se a redução média de 25,5%.

Além disso, as avaliações neurológicas realizadas comprovaram que houve redução da sensibilidade no local tratado em seis dos sujeitos. Contudo, essa foi uma situação passageira que se normalizou após cerca de 4 semanas da criolipólise.

Finalmente, o resultado das biópsias analisadas foi igualmente positivo: não foram verificadas alterações sensoriais significativas, nem alterações estruturais nos nervos, nem lesões na derme dos pacientes.

Primeiro teste policêntrico conclusivo em humanos

A equipe de especialistas em dermatologia de Harvard liderada por Jeffrey Dover e Elizabeth Tanzi testaram o procedimento em 32 pacientes, os quais tiveram as regiões dos flancos e costas submetidas à criolipólise.

Na data de 1º de abril de 2009 ocorreu a 29ª Conferência Anual da Sociedade Americana de Laser, Medicina e Cirurgia – ASLMS, em National Harbor, no estado de Maryland, EUA. E um dos assuntos mais comentados do evento foram justamente os resultados desse teste.

Através da comparação de ultrassom e fotos tiradas, constatou-se que a maioria dos pacientes sofreram alterações visíveis no volume de gordura da região tratada pelo tratamento por criolipólise e todos eles tiveram um razoável percentual de gordura eliminado.

O teste corroborou os precedentes: não houve danos aos demais tecidos (pele e músculos), e as células de gordura localizada foram eliminadas pelo metabolismo dos indivíduos, de forma gradual, com uma única sessão de criolipólise. Além disso, durante todo o período de observação, os níveis de gordura no sangue também permaneceram inalterados.

Em 10 dos indivíduos analisados foi realizado exame de sonografia, que apresentou a redução de aproximadamente 22% da gordura localizada, 4 meses após o procedimento. Segundo Jeffrey Dover, o resultado do teste foi muito animador, um verdadeiro sucesso!

 

Saiba Mais!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *